O atual governo municipal prometeu resolver, mas até agora nada......vejam a matéria abaixo
Problema no trânsito irrita motoristas e pedestres; Prefeitura promete algumas ações
O caos no trânsito do Trevo de Cumbica, na Zona Leste, já é uma "doença" crônica de Guarulhos. Os intermináveis congestionamentos na avenida Santos Dumont, no sentido Base Aérea de São Paulo (Basp), irritam motoristas e pedestres que há anos esperam por uma solução. Para eles, a "cura" seria a construção de uma alça de acesso para quem tem como destino o sentido São Paulo da Rodovia Presidente Dutra, mas esta obra é uma incógnita. Para minimizar transtornos, a Prefeitura programa ações paliativas já para o próximo mês.Mas se a situação é crítica para motoristas e pedestres, tem gente que só tem motivos para agradecer a falta de atitude dos órgãos públicos e da NovaDutra, concessionária da rodovia. Mesmo sem semáforos no trecho mais crítico da avenida Santos Dumont, no sentido Basp, que vai do início da ponte de Cumbica até a rua Holandesa, os ambulantes "fazem a festa", vendendo de mexericas até doces, salgados e refrigerantes ao longo do trânsito. Isto porque é comum o tráfego parar por diversos minutos durante o dia, principalmente, das 7h às 8h, das 12h às 14h e das 17h às 19h. Uma placa às margens da própria rodovia anuncia há pelo menos 10 meses: "implantação da alça de acesso do Trevo de Cumbica", além de evidenciar parceria entre Prefeitura e NovaDutra. Porém, desde a sua colocação nada foi feito de concreto. A concessionária NovaDutra que, conforme a Prefeitura, será responsável pela construção de duas alças, foi procurada durante os últimos quatro dias, pela Folha Metropolitana, para dar um esclarecimento da obra para população, mas até fechamento desta edição não houve retorno da empresa.A Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito anunciou, para o final de agosto, algumas intervenções viárias neste trecho, a fim de melhorar a fluidez do trânsito na avenida Santos Dumont. A primeira ação de um projeto viário para aquela região, que ainda está em elaboração, conforme a assessoria de imprensa do órgão, é a retirada do semáforo, que fica no cruzamento das avenidas Monteiro Lobato e Mário Perdigão. A segunda será a implantação de uma faixa de pedestres no cruzamento da avenida Santos Dumont com a rua Holandesa. Já a colocação de um semáforo neste ponto é estudada.A faixa pretende atender os munícipes como o operador de injetora, Amadeu Pereira, 40, que na última quinta-feira tentou por mais de 10 minutos atravessar a avenida e não conseguiu, em razão da falta de sinalização pelo local. Ele precisava ir a uma das agências bancárias que ficam na própria avenida, mas do ponto de ônibus onde desceu até o semáforo mais próximo que o ajudasse a atravessar eram mais de 100 metros. "É complicado. E quando conseguimos atravessar a via ainda arriscamos a vida, porque temos que passar entre veículos, já que não há uma sinalização que nos beneficie". InversãoA Folha Metropolitana esteve na avenida, na última quinta-feira, verificando dificuldades enfrentadas pelos motoristas. A concentração de caminhões na via é um agravante, pois andam com a velocidade reduzida. Se não bastasse isso, a pista que vem em cinco faixas de rolamento, vira quatro, se transforma em três na confluência com os veículos que vêm da Via Dutra e, por fim, fica apenas duas, para quem vai fazer a conversão na rua Holandesa, para entrar na rodovia, sentido São Paulo. Isso tudo num trecho de cerca de 300 metros. Em outra tentativa de desafogar este trânsito, a Secretaria já têm definidas as próximas alterações no sistema viário local, mas a data para implantação é uma incógnita, segundo a própria assessoria de imprensa. Estas mudanças no trânsito compreendem a inversão de mão de direção de quatro vias. Estas mesmas alterações já tiveram a data de início anunciada duas vezes e não foi cumprida. A última promessa foi para o início de maio.Serão alteradas: a rua Juazeiro do Norte, para o sentido Monteiro Lobato/Via Dutra; da rua Cariri Açu, para sentido Monteiro Lobato/Mário Perdigão; da rua Holandesa, para o sentido Mário Perdigão/Monteiro Lobato, em toda a sua extensão, pois atualmente ela é mão dupla em alguns trechos; e por fim, a da rua Abaiara, para o sentido Monteiro Lobato/Mário Perdigão. A objetivo é fazer com que as alterações transformem o trajeto em uma espécie de rotatória. A assessoria de imprensa, por fim, informou que outras intervenções vêm sendo estudadas, mas não há previsão de conclusão dos trabalhos.Ambulante se beneficia com congestionamentosHá um mês, ele se instalou no Trevo de Cumbica, na Zona Leste, para vender mexericas. "Cada saco, com sete, custa só R$ 1,00". E é assim que vem sustentando a mulher e seus quatro filhos, desde que o dinheiro acabou após a perda do emprego "Chego a vender 80 sacos, por dia, de mexerica. O ponto aqui é muito bom". Esta é a história do, hoje, ambulante José Ramos da Silva Filho, 31, que em plena avenida Santos Dumont, mesmo sem um semáforo para parar os veículos, consegue vender e bem a sua mercadoria. "O trânsito aqui fica muito tempo parado, então, a gente consegue vender sem problema", comenta. "O congestionamento é diário e os caminhões também".A correria começa logo cedo. Tenda armada, agora é começar a gritar para motoristas, que logo vêm os chamados: "me dá um saco aí!"; "quanto custa a mexerica? Manda uma". Silva começa a correr entre os veículos atrás da venda do seu "ganha pão". Com ele, ficam algumas crianças que o ajuda. Os pequenos são filhos de colegas que vendem outros produtos por lá.Alguns, como Silva, armam a tenda na calçada sobre ponte, outros preferem colocar suas caixas de isopor sobre a divisória entre as pistas e lá ficar, mesmo sujeitos a um atropelamento. Todos que trabalham por lá - só quinta-feira eram cinco - atravessam de um lado para o outro constantemente.
Notícia do Jornal Folha Metropolitana
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